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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

GR 22 - Rota das Aldeias Históricas - Dia Cinco

Dia Cinco (15/08/2008):
Destino, Sortelha.
Arrancaríamos os 4, chegaríamos apenas 3, nesta etapa o Bruno iria abandonar o grupo quando passássemos pelo Sabugal.
Acordamos ainda com Almeida adormecida pela noite de festa, deslocamo-nos aos Bombeiros Voluntários para entregarmos os cobertores emprestados e resgatarmos as nossas bicicletas que “dormiram” no quartel, bem guardadas. Daqui fomos a uma pastelaria local onde tomámos o pequeno-almoço e daqui ao supermercado onde comprámos o que iríamos “gastar” durante os muitos quilómetros (100) que estavam para se completarem até Sortelha. Tínhamos 2 destinos a juntar ao destino final, Castelo Mendo e Sabugal, chegados ao primeiro, tirámos umas fotos, comemos fruta e barras e seguimos viagem, teríamos um longo planalto para atravessar, deu para rolar a boa velocidade, parámos para almoçar neste, à sombra de alguma vegetação. A meio da tarde estávamos no Sabugal, faltavam pouco menos de 15 km para acabar a etapa e faltaria a partir de agora o Bruno que voltaria a casa. Subimos ao Castelo do Sabugal e saímos daqui com o último destino do dia em mira, tanto mais que eu já tinha os meus amigos Patus (Paulo e Andreia) e o Marinho em Sortelha à nossa espera para jantarmos juntos. Claro que, como não podia deixar de acontecer, o Nelo fura, pedala até o ar da roda da frente desaparecer por completo, tínhamos mais uma vez o mesmo problema com o mesmo interveniente. O Gonber foi andando, foi adiantando caminho, eu e o Nelo ficamos a mudar a câmara-de-ar e depois de finalmente resolvido o problema e de mais alguns quilómetros, lá chegamos à bonita aldeia de Sortelha. Jantámos os 6, 3 visitas e 3 pedalantes, conversamos todos, e nós enquanto pedalantes lá estivemos a contar um pouco de tudo o que vínhamos a passar desde o arranque de Castelo Novo. Uma vez feitas as despedidas, foi altura de arranjar lugar para se montarem as tendas, ainda pensamos montá-las num palco e aproveitar o abrigo deste, mas alguém que estava por lá perto, disse para não o fazermos, acabámos por as montar por trás do Castelo, abrigados por um muro de pedra e com uma vista fantástica sobre a Covilhã. Nesta madrugada, soubemos que as tendas eram impermeáveis, choveu!










sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Dia Quatro (14/08/2008):

(Peço desculpa pelo atraso no retomar do Relato da GR22, mas o Algarve chamou por mim...)

Tomamos o pequeno-almoço na Mêda e arrancamos pouco depois das 9h30 rumo a Almeida, pelo meio da etapa iríamos visitar Castelo Rodrigo, onde acabamos por almoçar, mas antes de Castelo Rodrigo o Nelo já está a furar. Após o estômago estar bem mais composto, fica o registo do recorde de velocidade de toda a Rota, 72,6 km/h, em alcatrão, pois claro. De Castelo Rodrigo, devo dizer que, fiquei impressionado; muito bonito, arranjado, limpo e que merece a visita de todos nós. Após alguns e bons quilómetros, a proximidade de Espanha é-me lembrada via SMS, “Bem-vindo a Espanha...”, a rede Optimus perto de Almeida é uma miragem e as operadoras espanholas dão sinal de vida. Antes de chegarmos a Almeida, mais do mesmo, o Nelo volta a furar, os pneus em não muito bom estado deixam os furos aparecer com mais regularidade. Uma vez chegados, fomos às compras a um supermercado, fruta e bebidas para completar o fim de tarde, depois, conseguimos desencantar um banho quente e mais uma vez arranjamos um tecto para dormir, foi no antigo Centro de Saúde. Jantamos num restaurante indicado por alguém local, foi pena o arroz estar a acabar e a sopa ter esgotado ao almoço, de qualquer das formas o saldo é positivo, saímos bem jantados. Demos uma voltinha a pé pelo interior das muralhas mas estava bastante frio, fomos tentar saber que concerto iria ocorrer num dos palcos montados no recinto das festas, seriam os Anjos, que entrariam em cena depois da 1h da manhã, felizmente que a esta altura do campeonato o sono já era mais pesado e os tais fulanos não me incomodaram o descanso merecido, apesar de estarem a poucas dezenas de metros do nosso refúgio nocturno.










sábado, 23 de agosto de 2008

O Regresso

Devia estar já publicado o relato do Dia Quatro, mas na sexta-feira não tive como e hoje voltei à GR22, ou melhor dizendo, voltei a Piódão para voltar a fazer, na integra, a 2ª Etapa da GR22, com 2 novos parceiros de pedalada. Desta vez, sem alforges e com a bicicleta mais leve, foram precisas pouco mais de 6h para completar os 82 km (fomos obrigados a acrescentar um pouco a extensão da etapa para se abastecerem as reservas de água) e os quase 2500 mt de acumulado em ascensão. Fotografias do dia, em breve!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

GR 22 - Rota das Aldeias Históricas - Dia Três

Dia Três (13/08/2008):
Desmontamos o acampamento e fomos ao tal único café de Linhares para tomar o pequeno-almoço, apesar de já não ser muito cedo, pão não havia, o padeiro ainda não tinha por lá passado, tivemos que nos contentar com doces/biscoitos embalados, ou seja, em Linhares nem jantar, nem pequeno-almoço de jeito. Arrancamos em direcção a Marialva, uma etapa bastante rolante, sem nada de especial, a não ser uma avaria do Nelo já perto do destino, perdeu 2 parafusos do suporte dos alforges, 1 deles conseguiu-se encontrar,o outro teve de ser improvisado, saiu de uma das grades de bidon. Chegados a Marialva, mais uma situação chata, lá não existe nada, entrei numa mercearia, pareceu-me entrar na máquina no tempo e ter recuado uns 40 anos... Por grande sorte, o Bruno tem um bom amigo na Mêda, a 10 km ali ao lado, ligou-lhe, e ele, Jorge Guedes, tratou de nos arranjar banho quente, um excelente jantar (que rica picanha, cervejas, ...) e um apartamento onde pudemos dormir sossegados. Um grande abraço ao Jorge Guedes pela total disponibilidade e empenho em receber muitíssimo bem 4 malucos!






quarta-feira, 20 de agosto de 2008

GR 22 - Rota das Aldeias Históricas - Dia Dois

Dia Dois (12/08/2008):
Tal como estava previsto, acordamos cedo, mas o que não estava previsto era o temporal que se fazia sentir bem cedo em Piódão, achamos por bem esperar um pouco mais para ver se o tempo melhorava, acabámos por ir arrumando a tralha, tratamos de fazer desaparecer o pequeno almoço, comprado no dia anterior com o objectivo de ser consumido bem mais cedo, abandonamos a casa emprestada e arrancamos rumo a Vide. Aproveitando uma ligação directa entre Piódão e Vide, poupamos aqui uns 5 km e uns 200 mt de acumulado, chegados a esta última localidade abastecemos para o almoço e seguimos via alcatrão em direcção à Lagoa Comprida, a meio da subida (que tem um acumulado total de 1230 mt) parámos para almoçar. Chegados ao ponto mais alto da etapa, decidimos, pelo atraso que levávamos, não entrar no trilho que nos levaria até Linhares, tentaríamos ganhar tempo ao ir pela estrada, no final reparamos que tinha sido um erro, foi muito desgastante, menos interessante e acabamos por fazer mais 15 km, os pontos positivos foram os de termos tido hipótese de ter passado num Mini Preço para fazer umas compras para o dia seguinte e de termos à nossa espera o Gonçalo, que voltava ao grupo. Em Linhares ficou à vista outra dificuldade que esta aventura tem/teve, a capacidade das aldeias receberem alguém, resumindo, tivemos de nos contentar com 2 sandes a fazer de jantar. Acabamos por ter a sorte de encontrar o presidente da junta, que mandou abrir o parque de campismo rural onde acabamos por acampar nessa noite.