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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

I Maratona da Romaria - 3 Serras, Lamego

Luís Morgado à esquerda e César Bernardo à direita, clique para ampliar.Realizou-se no passado domingo a I Maratona da Romaria - 3 Serras em Lamego, organizada pela Pedalaventura.pt, onde participei no percurso de 50 km, com 1300 metros verticais de acumulado, tendo feito o mesmo em 2h 46min 06seg e quase sempre na companhia de um parceiro de pedalada lamecense, o João Paulo Esperanço.

De nota maior, o facto de ter utilizado pela primeira vez a Orbea AlmaCarbon em eventos, uma hardtail que me possibilitou uma experiência bem diferente de uma FS.

Este evento foi marcado pela presença de algumas figuras importantes do ciclismo e do BTT nacional de onde se destacam Manuel Zeferino, João Marinho e José Silva, no entanto, a totalidade de participantes ficou aquém do que eu contava encontrar, notando-se principalmente a ausência de participantes da região beirã.

Dado o espírito competitivo que dominou este evento, as fotografias tiradas foram (muito) poucas, todas da autoria do Luís Morgado que me acompanhou na curta viagem até à cidade de Lamego; as existentes podem ser vistas aqui neste link.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Análise de Gráficos de Altimetria

Quando se transfere um registo de GPS de um percurso efectuado para o PC para se fazerem as análises possíveis ao mesmo, existe um caminho que sempre se toma, ver o gráfico de altimetria, mas este gráfico é, se não se criar um padrão fixo e evitando os valores automáticos que os programas acabam por usar, um autêntico engano.

Vejamos, um exemplo de 2 percursos analisados unicamente pelo gráfico de altimetria com os valores do gráfico a serem dados de forma automática pelo programa de análise.

Percurso 1:

Percurso 2:


Ao não existir um padrão fixo e único definido, pode-se dizer que ambos são parecidos em termos de altimetria.

Agora, depois de criado o já falado padrão, a análise será sem dúvida bem diferente:


Percurso 1:

Percurso 2:


A conclusão é tão obvia e simples como: a análise terá de ser feita sempre na mesma base de valores do eixo de x e de y, de outra forma o desenho formado pelo gráfico de altimetria nunca mostrará de forma correcta as diferenças existentes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Via da Prata - Chaves até Santiago de Compostela - Final

O terceiro dia começa, como habitualmente, ainda com o sol por nascer, estava frio e não imaginávamos que depois de almoço iríamos levar com 43ºC...
Lá arrancamos de Cea, o destino era Bandeira, haveria apenas uma subida e o resto seria a descer e plano. A subida era até de inclinação simpática, andava pelos 5%, idêntica à subida após Ourense, mas a extensão afinal não era assim tão curta, tal como a já falada, era também "composta" por uns bons quilómetros, mas o pensamento era: "depois é só descer até Bandeira", e assim foi, chegamos ao albergue de Bandeira, era (?) também um parque de campismo, grande, estavam 4 peregrinos apeados já à espera da responsável pelo local, entretanto ela chega e dá uma novidade interessante, só existem 8 "plazas"! Bem, era hora de seguir viagem porque corríamos o risco de não ter lugar, devido à prioridade que os peregrinos a pé têm sobre os que se fazem acompanhar pela bike, e ainda era muito cedo... Optamos por ser roubados em Bandeira, quer dizer, optamos por almoçar em Bandeira e fomos roubados no preço do almoço, nada de espantar pelo segredar muito estranho entre a funcionária que nos serviu e a bandalha que estava atrás do balcão, mas adiante... (não parem para almoçar no Restaurante Gloria em Bandeira). Descansamos um pouco num parque / jardim na mesma localidade e depois seguimos viagem, destino: vamos indo e logo se vê; após passarmos Ponte Ulla, somos banhamos por uma subida brutal e por um calor simpático, 43ºC! Fomos andando, comia-se e bebia-se conforme era necessário, até que já só havia um objectivo: chegar a Santiago de Compostela, e assim foi, após 88 km neste terceiro dia, chegamos à Catedral de Santiago, onde pudemos descansar e contemplar a fantástica praça.
Havia agora outra meta, encontrar lugar para dormir, pensões e hotéis ou eram (muito) caros ou estavam lotados, dirigimo-nos ao Convento de S Francisco, havia lugar para 4, tomamos banho e saímos para jantar, o convento abria as portas pela ultima vez às 21h50 e já eram 21h10, jantamos rapidinho (mais um roubo) e voltamos ao Convento, acabamos por conhecer, entre outros, um holandês que já levava 16 semanas de aventura, "ganda maluco"! Já que tínhamos de estar lá dentro, optamos por ir à oração franciscana, uma experiência nova, com rituais engraçados; foi muito, muito interessante!
Dormiu-se e assim acabou o terceiro dia!
O quarto dia foi passado a passear pelo centro de Santiago, a fazer também as compras da praxe, durante a manhã, almoçou-se e seguiu-se viagem para Moimenta da Beira, via Chaves, em automóvel, a meio da tarde!
Após mais uma boa aventura, pensa-se na próxima para 2010, e como objectivo principal: Caminho Francês de Santiago!
Todas as fotografias aqui neste link.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Via da Prata - Chaves até Santiago de Compostela - 2º Dia

O início do segundo dia deu-se ainda com o sol escondido e com algum frio, o destino era Cea, optamos por seguir por "carretera" mas tentando evitar o mais possível a muito movimentada N-525, neste dia passamos por Ourense, desce-se bem para lá chegar, mas sobe-se (mal ) para de lá sair, os últimos 2 km até chegarmos a Cea foram feitos pelo trilho, com muita gravilha! Completamos os 60 km deste segundo dia até à hora de almoço; nesta simpática localidade almoçamos, no albergue (quase lotado) descansamos de tarde ao fresco (estava um calor na rua!!!), à noite voltamos ao mesmo restaurante para jantarmos e lá dormimos num albergue onde as condições, a todos os níveis, já não eram as mesmas da noite anterior em Sandiás.

sábado, 22 de agosto de 2009

Via da Prata - Chaves até Santiago de Compostela - 1º Dia

Quem faz o Camin(h)o de Santiago pela primeira vez anseia por fazer pela segunda, terceira, ....
Em 2007 experimentei a "magia" do Camin(h)o ao realizar, juntamente com mais um grupo de parceiros de pelada, o Caminho Português de Santiago, foram 4 dias que alteraram de certa forma o panorama do meu BTT, a vertente do passeio, na ascensão máxima da palavra, é mais intenso desde então!
Aproveitando parte do grupo de 2007, em 2008 parto em busca da Rota das Aldeias Históricas, a GR-22, uma lição a todos os níveis...
Em 2009, durante o mês de Junho em férias, "tropeço" na praia numa concha vieira, vieira => Santiago, Santiago => peregrinação; foi assim que me lembrei de ligar Chaves a Santiago de Compostela pela Via da Prata, a realizar na primeira metade de Agosto e, assim foi! Desta vez a ideia foi mais familiar, convencer a "patroa" e depois convidar a irmã e cunhado desta.
Deslocamo-nos no dia 10 de Agosto, depois de eu ter realizado a Etapa da Volta RTP em Felgueiras, para Chaves onde pernoitamos e de onde saímos bem cedo no dia 11 já nas bikes instalados, rumo a Sandiás. Sabíamos de antemão que a Via da Prata, via Xinzo de Limia e não Laza, tinha as marcações um "pouco" deficientes, mas como as senhoras do grupo tinham estado longos meses sem pedalar e os treinos para esta aventura tinham sido apenas realizados durante as 3 semanas que antecederam a aventura, tínhamos a real noção que possivelmente a melhor opção seria aproveitar as "carreteras" quando os trilhos não convidassem, quer fosse por dificuldades de piso / trilho ou marcações deficientes, acabamos por fazer grande parte dos 215 km totais da aventura em "carretera".
Voltando ao 1º dia, saímos de Chaves pouco antes das 7h, rumamos até Verin, onde colocamos o 2º carimbo nas credenciais, o 1º tinha sido em Chaves numa oficina de mecânica automóvel, daí seguimos até Trasmiras onde acabamos por almoçar, pelo meio andamos alguns quilómetros por trilhos de dificuldade mais elevada até reencontrarmos a "carretera". Depois de almoço descansamos um pouco na relva à sombra de umas árvores que nos facilitaram o inicio do processo de digestão , após o descanso "siesteiro" lá seguimos até Sandiás, deixando para trás Xinzo de Limia, onde encontramos um excelente albergue reservado só para nós 4, o problema maior era a distancia que existia desde este ao restaurante mais próximo, 2.5 km que optamos por fazer a pé. Primeiro dia de "peregrinação" estava concluído com 67 km de bike e mais de 5 km a pé para jantar e voltar ao albergue.

Fim do primeiro dia!!!