segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Geotour 2018 - Breve Resumo

Segunda vez neste evento e algumas considerações:

1. Este ano as etapas tiveram início e final em locais distintos;
2. Este ano as etapas foram ainda mais exigentes;
3. Este ano a minha logística e estadia esteve entregue à organização do evento;
4. Este ano fui a Solo.

Em relação ao ponto 1. considero muito interessante o facto de se acabar a etapa noutra localidade que não a de partida. É uma situação que poderá condicionar alguns fatores, mas que quando devidamente acautelados pela organização, tudo se consegue fazer de forma bastante fluida.

Em relação ao ponto 2. considero que as provas XCS (provas de BTT por etapas) podem ser realizadas com etapas menos exigentes, sendo até mais atrativas para todos e menos penosas para aqueles que chegam quando grande parte dos outros já estão em modo recovery. Acho que se podia passar a olhar para esta questão com alguma atenção. Não é um ponto em que eu me queixe muito, mas é habitual ver muitos acabar estas etapas a horas já deveras castigadoras. Julgo que uma prova de XCS não tem de ser obrigatoriamente um desafio Extreme. Daquilo que eu penso, estas são provas para promover o BTT, as regiões onde se realizam e o convívio e amizade entre atletas, num ambiente completamente diferente do que são as provas de um só dia.

No ano passado realizei o Geotour em modo só inscrição de participação. Isto quer dizer que me instalei e responsabilizei pela estadia e de forma natural pela minha alimentação extra percurso. Com isto começo por referir que no ponto 3. tenho alguns reparos a fazer, alguns que podem ferir a forma como a organização pretende manter a responsabilidade de uma logística para uma inscrição premium. Realizei a minha inscrição com o Pack Hotel e daí vêm alguns problemas que não considero normais quando se insere um hotel de 4 estrelas num pack.
De acordo com a minha experiência neste tipo de provas, onde se podem escolher estes packs mais caros, não faz sentido inserir a opção de estadia no Hotel de 4 estrelas e não estar assegurado o pequeno almoço no próprio hotel. Pagar para dormir num hotel de 4 estrelas e ir tomar o pequeno almoço a 600 metros de distância no bar de uma associação humanitária, não faz sentido! De certeza que quem queria este pack, queria as reais comodidades que naturalmente estariam à partida contempladas. Claro que, assim como eu, quase todos os atletas que ficaram no excelente Villa Pampilhosa Hotel, optaram por pagar à parte o pequeno almoço no hotel. Escusado! Quem pagou esta inscrição, não se importaria à cabeça de pagar logo na fase das inscrições o valor extra do pequeno almoço e por um valor bem diferente se o mesmo tivesse sido negociado pela organização do evento!
O jantar, apesar de agradável, falhou no conforto (as cadeiras eram extremamente baixas e os cavaletes das mesas improvisadas impossibilitavam o encaixar as pernas), falhou na sobremesa (salada de fruta... nestes dias a malta gosta é de um docinho!) e falhou sobretudo na localização! O salão onde se realizou o jantar distava 1,3 km do hotel, o que numa noite de fevereiro e a pé, é sempre de evitar!

Em relação ao ponto 4., é uma tendência que saúdo em alguns eventos, já que a limitação de participação de atletas em dupla é sempre arriscada, porque nem sempre se consegue ter aquele amigo, que é amigo, que é atleta, que tem o mesmo andamento que nós e que nos apetece aturar desde a linha de partida à linha de meta :) ! O BTT enquanto desporto mais singular, é bom salvaguardar aquela liberdade pessoal que a muitos, eu inclusive, muito agrada, sem obrigações para com alguém!

Quanto às etapas, os dados tinham sido já por mim publicados no artigo anterior e fica só o realce às paisagens que se por momentos eram fenomenais, eram também muitas vezes bem tristes em resultado dos incêndios devastadores que ocorreram naquela região em 2017!

Em relação aos banhos (no Fundão), já no ano passado tinha ouvido muitas queixas de atletas amigos e conhecidos, mas como eu estava com toda a minha logística assegurada por mim, não me fez qualquer diferença, contudo, este ano pude constatar que o problema de 2017 passou para 2018 e houve banhos frios novamente! Foi ativado um plano de emergência, em que quem não quis tomar banho de água fria no pavilhão, teve a possibilidade de o fazer, com água bem quentinha, nos balneários das piscinas cobertas! Tendo no meu caso o atraso ter sido considerável na espera pela autorização da troca do local.

Como resumo geral e após 2 anos a participar neste evento, passo a partilhar da opinião de um amigo, que organiza eventos, em que ele me diz há algum tempo que o sucesso deste evento a nível de inscrições está associado sobretudo ao baixo valor das mesmas!

Uma palavra de agradecimento ao amigo Jorge Castela pela partilha de grande parte dos momentos neste evento! Ouvi dizer que vamos partilhar mais eventos durante este ano… :)

Fica também uma palavra para o Ricardo Miguel do Seixal, que com quem tive o prazer de “queimar” a última metade da segunda etapa, em modo entreajuda e com o chip fullpower ativado! ;)

Contrariamente ao que estava previsto, a minha próxima prova será só a 11 de Março em Vila Pouca de Aguiar, tendo sido descartado do meu bem preenchido calendário, o Algarve Bike Challenge dos dias 2, 3 e 4 de Março!

Vídeos Relive das etapas (duas notas para a Etapa 1 em que por problemas com o sensor de velocidade, que insistiu em não funcionar durante todo o fim de semana, faltam cerca de 10km e 230 metros de desnível vertical acumulado e de estar apenas até ao final do percurso cronometrado e não até Pampilhosa da Serra):



Umas fotos (algumas delas roubadas aos seus autores, via Facebook!):

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Até breve!

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