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terça-feira, 10 de julho de 2012

Fim de semana arriscado!

Há por vezes quem use a expressão “há malucos no hospício com mais juízo!”, para classificar algumas atitudes de outrem e eu tenho-me sentido um bom alvo para tal!

Tal como já escrevi há dias atrás, junho foi um mês de total ronha, mas julho tem sido de loucos!

Desta vez, no fim de semana de 7 e 8, meti-me numa autêntica alhada!

Com uma manhã de sábado anexada ao trabalho, a tarde foi passada em grande parte a ver a etapa do dia do Tour de France, nada mais normal.
No final da dita, teria de me deslocar até Penedono, onde iria passar a noite, aproveitando o facto de haver a Feira Medieval.
A deslocação foi feita de bike, mas não de forma direta, optei por fazer um desvio por Trancoso e tinha como ideia de fazer o trajeto devagar, para apenas rolar e desentorpecer as pernas para um domingo que se previa muito desgastante.

A andar sozinho e sem qualquer tipo de alerta no Garmin Edge 800 que me chamasse de volta à realidade, acabei por fazer os 66km com 837m D+, num ritmo que não devia.
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A noite acabou por ser gasta na Feira Medieval e na espera pelo “Assalto ao Castelo”, mas a sua demora e a imensa gente que estava em Penedono, obrigaram-me a recolher aos aposentos mais cedo (precisava descansar), tendo contudo imensa dificuldade em adormecer, pela agitação na Vila, tendo conseguido “pregar olho” já com a madrugada bem presente!

O domingo começou às 5h45!
Tinha combinado o encontro com o João Marinho para as 9h00 na Ponte Pedonal do Peso da Régua, para em conjunto pedalarmos com destino a… Penedono!

Saí de Penedono pouco depois das 6h30 da manhã.
O percurso seria na sua grande parte em descida, embora tivesse uma boa parede para trepar aos 13km e outras subidas mais curtas mas menos íngremes, nunca pensei que o maior sofrimento acabasse por ser nas descidas.
Sim, as descidas foram difíceis de fazer pelo… frio!
Sair para andar de bike em pleno julho, preparado para apanhar calor durante o dia, foi penoso de fazer em descida, onde a velocidade é por vezes superior a 70km/h, com a temperatura nos 6ºC!
A chegada ao Peso da Régua foi 15min antes da hora marcada e nesse instante noto que tenho uma sms no telefone do meu parceiro do dia a informar-me que tinha de sair mais tarde do que estava previsto, sim, durante instantes apeteceu-me estrangulá-lo!!! :)

Acabamos por sair do local combinado já perto das 10h00 e depois foi sempre a andar bem, muito bem!

Chegamos a Penedono, eu já com 158km nas pernas, cerca das 13h00!

O almoço foi num restaurante local, íamos famintos e a precisar de líquidos e sal (o ritmo puxado e o sol quente ajudaram ao desgaste e à transpiração intensiva)!
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Depois do almoço, fomos visitar o belíssimo castelo de Penedono e demos uma vista de olhos pelas barracas da Feira Medieval, isto enquanto o estômago se organizava para receber as sobremesas!
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As sobremesas tinham ficado ao cuidado da Cristina e depois de um bom almoço, sentámo-nos numa cozinha fresca com uma mesa muito bem preenchida de guloseimas e fruta, o que me deu a força necessária para regressar a casa e do João Marinho seguir a sua louca viagem até Amarante.
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Sobremesas arrumadas, hora de despedida, o João seguiu para Amarante, eu para Moimenta da Beira e a nossa pasteleira de serviço ficou-se por Penedono!

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Chegado a casa, com um total de 188,19 km e um desnível vertical acumulado de 2588 mt, concluí, mais uma vez, que para um mês de junho tão parado, o julho está a ser arriscado a mais!
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Junho - mês de férias, mês de preguiça e de descanso! Julho, aqui está!

Junho foi, como já se tornou regra ao longo dos anos, o mês do descanso!

Habitualmente, parte das minhas férias são aproveitadas nesta altura do ano.
Gosto de “fugir” até onde as águas do mar são mais quentes do que em Portugal e de desligar por completo da rotina diária.

Este ano, além de ter ido a banhos de água salgada (banhos de sol não, não admiro o astro brilhante o suficiente para me deixar queimar), aproveitei também, logo no início do mês, para ir até Londres e revisitar uma cidade que comecei a gostar quando em 1999 a conheci.
Esta visita a terras de Sua Majestade foi diferente, convivi com amigos, matei saudades da city e acrescentei-lhe 2 dias de BTT por bosques magníficos nos arredores da cidade (Dorking / Peaslake / Wotton / Westcott), na companhia de 2 amigos!
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Após a vinda de London, segui viagem até ao sul de Espanha, onde em Isla Canela passei uns 11 fantásticos dias de descanso absoluto, merecidos!
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Como o descanso estava a saber bem, dei-me ao prazer de ser atacado pelo bicho da preguiça, que me levou a estar todos os outros dias de junho, após as férias em London e Isla Canela, sem sair de casa de bike, tendo só ganho coragem de sair no último dia do mês e para apenas completar uns míseros 54km em asfáltica.

Se junho foi mês de férias, mês de preguiça e de descanso, comecei julho com um monumental empeno!

Com um grupo de 3 parceiros do pedal, saí para uma volta relaxada (um deles tinha-me dito de véspera que o ritmo seria calmo, o que era o ideal para mim pelo junho de mau hábito…), cheguei a casa com uma distância (normal) de 109,3km, mas com uns dolorosos 2.006 mt de desnível vertical acumulado!
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Pode-se concluir que junho foi mês da ronha, mas julho começou a todo o vapor!!!

Até breve.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Tudo tem um fim!

É usual dizer-se que nada é eterno e é uma afirmação bastante válida!

No início de 2007 associei-me ao Pedaladas Clube de Cicloturismo de Moimenta da Beira, nesta fase eu não usava bicicleta de Estrada o que era bastante presente neste clube, e deparei-me com um BTT pouco ativo, logo aqui nasceu uma vontade de dinamizar esta vertente do ciclismo!

No final desse ano seriam realizadas novas eleições, para a eleição de uma equipa diretiva para o biénio 2008/2009, fui convidado na altura pelo Presidente da Direção para integrar a nova lista.
Aceitei o convite, mas com a “exigência” que o BTT passasse a ser visto com mais atenção pelo próprio clube.

Aqui nasceu o BTT Demo!
A primeira edição deste evento deu-se em 2008 e superou na altura todas as melhores expectativas.

Findo o biénio e na impossibilidade de se manter o Presidente em funções, por razões de ordem política, decidi encabeçar uma nova lista e juntamente com outros elementos, trabalhei em 2010 e 2011 para que o BTT Demo continuasse a crescer e a vertente estrada, que começara entretanto a perder impacto mediático, sobretudo nos passeios de cicloturismo, se mantivesse o mais viva possível no clube.
Foram 2 anos complicados, com muito trabalho, mas com a certeza que tudo foi feito com o máximo de empenho e que os resultados foram os esperados.

Entrei em 2012 com um novo grupo, para mais 2 anos de batalha, mas ao fim de 4 meses, decidi, por motivos de ordem pessoal, abdicar do que inicialmente me tinha proposto fazer!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A recuperação do joelho!

Já lá vão 33 dias desde que no 1º de Abril, na Maratona de Sintra, me lesionei com alguma gravidade no joelho esquerdo.

Estive 17 dias em repouso completo, tendo depois, aos poucos e devagar, voltado à minha rotina diária.
Quanto ao voltar aos treinos de bike, foi ainda um pouco mais demorado…

Pedalei pela primeira vez, e a “medo”, na companhia do meu amigo Paulo Pereira no dia 21 de Abril, foi apenas uma volta a (muito) baixa intensidade em estrada.
Numa volta com uma extensão de 48km, numa tarde que serviu essencialmente para perceber, de pé encaixado no pedal, como sentiria o joelho. Senti algum desconforto e uma extrema falta de força, o que não me admirou. Dores não haviam, mas parecia que a carne esticava, contudo, nesta fase a perna apenas dobrava metade do normal.

Na semana que se seguiu, decidi realizar 2 vezes rolos (1ª vez na terça-feira e a 2ª vez na sexta-feira), sempre é um esforço contínuo e controlável, o que na estrada não é fácil e no monte é (practicamente) impossível.
Assim foi, com 50min programados para cada uma das vezes, pedalei em frente ao PC nessa semana e senti-me um verdadeiro empenado!
Pulsação altíssima, cadência de pedalada muito baixa e potência de envergonhar, mas foi assim que notei também que o joelho melhorava a cada dia que passava.

Com o V BTT Demo no dia 29 de Abril, a véspera desse dia ficou guardada para se fazerem as marcações dos trilhos e, por incrível que possa parecer, bati com o desgraçado joelho na carrinha/jipe durante as ditas marcações. A parte da carne nova cedeu e abriu ligeiramente, o que me obrigou a alguns cuidados nos 2 dias seguintes.

Aproveitando o facto de ser o 1º de Maio (de não ter ido ao Pingo Doce, o que me deixou bastante mais liberto!) e haver a limpeza de trilhos (remover as fitas de marcação do V BTT Demo), ganhei a coragem de pegar na bike de BTT, retirar o Dorsal de Sintra que ainda se mantinha na mesma e, exactamente 1 mês depois da queda, voltei aos trilhos! Foram pouco mais de 30km, mas souberam-me mesmo bem!
Foi um misto de sensações, onde tiro como conclusões que a forma fugiu realmente e que ganhei um “respeito” enorme por zonas um pouco mais técnicas, isto apesar de a minha queda não ter sido em parte minimamente técnica.

Daí para cá, voltei aos treinos, bem calmos e controlados em rolos, com a consciência que tudo precisa do seu tempo e que as pressas podem ser um revés naquilo que pretendo!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Maratona de Sintra – Magnifica até ao km 53

A Maratona de Sintra ficará para sempre marcada!

Passei por trilhos fantásticos, tive acesso a paisagens magníficas mas, parei no chão e nada bem!

Cheguei à Maratona de Sintra com uma condição física muito agradável e arranquei com a consciência que iria ter pela frente um duro desafio, tendo arrancado com algum cuidado no esforço aplicado, visto que após um estudo da altimetria, a sua análise assim o exigia!

Tinha feito na véspera da Maratona 65km em ritmo descontraído e por isso sentia-me bastante fresco.

Arranquei no 3º bloco (existiam 4 separados por 5min), logo na primeira subida e após uns 3/4 km já estava a ultrapassar elementos do 2º bloco, ao km 7/8 já deixava para trás elementos do 1º bloco. Senti que estava a andar bem e que talvez não houvesse necessidade de abusar, abrandei ligeiramente com 2 colegas que entretanto fizeram comigo um trio, falamos entre nós abrandar um pouco, as forças fariam falta mais lá na frente. Cerca do km 15, o meu amigo João Marinho estava na minha roda, ele tinha partido no 4º bloco, passa-me e diz-me “bora!”, durante uns segundos ouvi-o, mas depois lembrei-me que era preciso ir com calma…
As subidas eram curtas, muito íngremes (tenho o registo de várias indicações acima dos 20% e máximo de 26%) e exigiam um esforço e pedalada constante! Sentia-me bem e via que nestas subidas ganhava terreno a quem ia perto de mim.
Já depois da separação, perto dos 30km o meu amigo Zé Silva vem umas dezenas de metros atrás de mim, ele chama-me e eu penso ter encontrado ali o parceiro ideal para o restante da Maratona. Aqui deixo cair o bidon e mando o Zé seguir, sabia que o iria apanhar mais à frente, porque ele não ia com o espírito de campeão que é, mas apenas ia a “curtir” o percurso e eu não ia em esforço! O espírito que ele levava era tão descontraído que mais à frente “encosta” para despejar a bexiga e eu opto por seguir sozinho de encontro a um dos meus parceiros iniciais, o outro já havia ficado para trás na zona de separação (km25). A partir daqui, já com mais de 40km realizados, vinha a zona de aposta, ou seja, era aqui que iria subir a rotação e dar o que tinha, haveria algumas subidas curtas e depois estaria nos últimos 8 km a derradeira e mais longa subida, onde contava ganhar alguns lugares.
O meu ritmo era, a esta altura, o mais intenso, as zonas de cardio gastas eram as mais elevadas e finalmente a regra era eu passar colegas de pedalada e não o contrário, ia sem dúvida a andar bem agora!
Ao km 53, ao fim de 2h52 a pedalar e com já 1710mt de desnível vertical acumulado, e após ter passado com todo o à-vontade uma zona bastante técnica, uma distração colocou-me no chão a uma velocidade superior a 30km/h!
Senti que a queda tinha sido muito bruta, mas só quando tento levantar-me para seguir o meu destino me apercebo que a Maratona de Sintra tinha acabado para mim! O meu joelho estava estranho, tinha um buraco de dimensões bem “interessantes”.
Logo de seguida os fotógrafos que por ali andavam me tentaram socorrer, mas o melhor que conseguiram (e podiam) fazer, foi ligar a pedir ajuda, o dorsal 253 estava ali estatelado, com um buraco no joelho e com todo o braço e ombro bem raspados (no cotovelo também falta um pouco de carne, só um pouquinho, nada de especial)!

Ali esperei cerca de 20/25min até que apareceu o amigo Zé Silva que parou e se preocupou com o meu estado, o que até é normal, é amigo e eu estava com uma aparência um pouco vermelha a mais! Mandei-o embora, não havia nada que ele pudesse fazer!
Como havia imensos acidentados e a zona era de acesso complicado, decidi pegar na bike e voltar trilho acima, sabia que a estrada estava perto e tinha visto lá pelo menos a GNR quando por lá passei! Foram cerca de 400mt de algum sacrifício, caminhar no meu estado não era fácil e levar a bike não ajudava também!
Quando cheguei à estrada a GNR disse que a ambulância andava a tentar encontrar-me, mas que os acessos não eram fáceis… e não eram mesmo! Com o desencontro que houve e com a simpatia e disponibilidade dos 4 agentes da GNR que ali estavam, a solução foi um deles pegar na bike e em mim e levar-me para o Hospital de Campanha que estava montado na Zona de Meta da Maratona. Ali fui recebido por uma equipa de médicos e enfermeiros que me trataram com todos os cuidados, atenção e simpatia. Enquanto o meu amigo Carlos não chegou lá para tomar conta das minhas coisas, incluindo a bike, o agente da GNR não arredou pé dali e me disse que não me preocupasse que iria ali ficar até alguém da minha confiança ali chegasse.

Quero com isto agradecer aos fotógrafos que inicialmente me tentaram socorrer, aos 4 agentes simpáticos da GNR que estavam no local onde eu fui ter a pedir ajuda, sobretudo ao que me levou e as minhas coisas guardou, à equipa da Cruz Vermelha Portuguesa – Unidade de Socorro Amadora-Sintra, que com todo o cuidado, interesse, preocupação e simpatia trataram de mim durante mais de 1h e, por fim, obviamente agradeço ao meu grande amigo Carlos Ferreira que durante todo o processo esteve presente!

domingo, 25 de março de 2012

Maratona de Sintra

Após 1 mês de ausência de actualizações, cá estou de novo a colocar o meu espaço na blogosfera mais actual!

Desde a última “postagem”, já participei no Passeio BTT de Figueira de Castelo Rodrigo, onde desfrutei de paisagens fantásticas, de trilhos bem escolhidos e de dificuldade bem agradável (durinha).
Valeu a viagem!

Na semana após Figueira de Castelo Rodrigo, realizei o 2º teste de esforço da “época”, onde ficou o registo de uma evolução muito positiva, comparativamente ao teste anterior (em potência crescente, atingi um interessante valor de 6,77wt/kg, onde não passa também despercebido um total de 6,51% de IMG).
Fiquei satisfeito com os resultados!

A semana de teste de esforço foi também a semana da Maratona de Arganil, mas que Maratona!!!
Com o teste de esforço realizado na 4ª feira anterior, com um treino de séries no sábado, o domingo em Arganil foi penoso!
Independentemente do que pudesse ter feito de véspera(s), um percurso com perto de 75km e quase 3.000mt de desnível, é, de facto, exigentíssimo!
Gostei da dura experiência!

Até então, tenho realizado alguns treinos e tenho no próximo domingo a próxima aventura em BTT, desta vez é a Maratona de Sintra, onde me espera um percurso de 75km com 2.100mt de desnível vertical acumulado.
Como nunca pedalei por Sintra, estou obviamente curioso para passar a conhecer os famosos trilhos de tão célebre Serra.
Ainda pensei, muito brevemente, optar pelo percurso mais curto, para de GoPro no capacete e na companhia de um amigo, fazer o registo, de forma descontraída, dos trilhos que aguardam todos os participantes, mas logo após esses breves instantes, optei pela possibilidade de um prazer maior, ou seja, aproveitar ainda mais este evento e, dessa forma, mais prazer só fazendo mais quilómetros, mesmo que tenha de ser sem GoPro!
Não vou dizer que estarei aqui na próxima semana a fazer o rescaldo de tal evento, porque posso não ter a vontade suficiente para escrever, mas se a vontade de escrever aparecer, cá estarei de novo!

Até breve!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nos Trilhos da Amendoeira em Flor, Figueira de Castelo Rodrigo

Neste próximo domingo, dia 26 de Fevereiro, irei participar no I Passeio BTT “Nos Trilhos da Amendoeira em Flor” que se realiza em Figueira de Castelo Rodrigo.

Lamentavelmente o percurso não passa na aldeia histórica de Castelo Rodrigo, mas de certeza não faltarão locais extraordinários nos 70km que compõem o ‘percurso longo’ que pretendo completar.
Castelo Rodrigo foi das mais agradáveis surpresas que tive quando realizei a Rota das Aldeias Históricas em 2008. Muito bem “arrumada”, limpa e com um certo cuidado para o turista ficar agradado com a visita, foi dos locais mais interessantes e bonitos que tive o prazer de visitar durante a GR22.

Voltando ao assunto principal, irei fazer este passeio numa vertente mais de… passeio mesmo!
Não haverá pernas para completar os anunciados 70km com 1770mt de desnível vertical com um ritmo muito alto, dado na tarde de sábado irei realizar o primeiro teste de esforço desde o inicio do plano de treino acompanhado, isto para saber se este mesmo plano está a proporcionar uma melhor forma física.

Como o tempo estará bom, mau se virmos pela perspectiva do que seria o ideal, dada a ausência de chuvas, vou desfrutar do BTT e aproveitar para apreciar a paisagem e o próprio evento, tendo como sempre como factor positivo a passagem, ao longo de 14km de percurso, no Parque Natural do Douro Internacional!

O rescaldo deste evento será publicado no inicio da próxima semana.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rescaldo - Mountain Quest, Janeiro 2012

«Mountain Quest?! Hmmmm…»
Aqui, estava eu a falar com os meus botões quando o Jonas lançou a ideia. Não uma ideia louca, mas uma ideia para loucos!

«Tentador…»
Aqui estava eu a delirar!

Partilhei a ideia do Jonas com a Cristina, na esperança que ela me dissesse «César, não estás a pensar alinhar nessa maluqueira, pois não?».
Precisava de ser chamado à atenção para ser racional e obtive então a resposta da Cris «Vais, não é?! Afinal começaste a treinar para objectivos maiores!»
Estava então o caldo entornado!!!
Não demorou muito a surgir um amigo, o Bruno Silva de Tarouca, a dizer-me que podia contar com ele para alinhar e, assim foi!

O bom senso do Jonas fez com que arranjasse 2 alternativas ao percurso que inicialmente pensou como único e aí tudo ficou mais fácil para quem, como eu e o Bruno, ia aceitar o desafio Mountain Quest!
Passariam a existir 3 percursos: 95km c/ 3600mt, 133km c/ 4200mt e 164km c/ 5200mt. Mesmo não sendo opções para todo o tipo de BTT’ista, ficava agora mais “fácil” completar o Mountain Quest!

Desde que vi a “ementa”, achei por bem apontar baterias para a virtude (dizem que no meio está a virtude, não é?!)! O objectivo seria o percurso dos 133km com um desnível acumulado vertical de 4.200mt (continuava de certa forma apreensivo, o meu “recorde” de acumulado num só dia cifrava-se em 3.100mt)!
Tudo estava preparado e acertado, entre mim e o Bruno, que seria aquele o percurso a fazer ou então, caso não fosse possível chegar ao ponto da primeira separação até uma certa hora, passaríamos a optar pelo percurso mais curto.

Chega a véspera do grande dia e já no carro tinha tudo aquilo que achava necessário para ao final do dia trabalho seguir directo para Amarante, onde jantaríamos num restaurante local.
Havia a possibilidade de jantar com alguns dos restantes participantes na Casa da Juventude, onde seria também a dormida (sim, o Jonas pensou em tudo, ele é mesmo assim, um profissional a todos os níveis organizativos!), mas optamos por ir sem pressas, sem horários, chegar e simplesmente jantar, onde nos apetecesse!

Como raramente as coisas correm 100% como as idealizamos, desta vez… assim foi!

Então, voltando à hora de almoço da véspera da Mountain Quest, vejo que estou sem pastilhas de travão na roda de trás, algo que não contava porque a Stump poucos quilómetros tem, mas a última maratona foi em Sepins e lá a lama foi desde o 1º ao último km (cada vez que me lembro, até parece que ainda sinto lama por todo o lado)!

Havia ali um senhor problema!
Como é que eu não me lembrei que a lama faz desaparecer as pastilhas de travão?!

Em Moimenta da Beira não há onde se resolvam estes problemas e eu não estava preparado com material de substituição em casa.
A solução seria sair do trabalho o mais “a horas” possível e seguir directo para algum lado onde houvesse uma loja que me salvasse deste problema tão próximo do grande desafio.
Se por um lado estava um pouco desiludido porque a GoPro Hero2 vinha atrasada e já não podia ser utilizada no grande dia, aproveitei o facto de quem a trazia ainda vir em viagem desde Lisboa (um grande obrigado ao meu amigo Carlitos “Guita”), liguei-lhe a pedir que fizesse o especial favor de fazer um desvio e parar em Viseu para me comprar 2 jogos de pastilhas de travão. Problema resolvido!

As pastilhas, e a Hero2 também, chegaram 15min antes de eu arrancar para Amarante, já a noite marcava presença!

Paragem no Castanheiro do Ouro, Tarouca, em casa dos meus pais, onde o Bruno iria ter comigo, era este o local de encontro entre parceiros MQ!
Poucos minutos após as 19h arrancamos em direcção à zona fulcral da questãoSmile!

Chegamos a Amarante, jantamos e bem num restaurante local (no mesmo onde eu jantei na véspera do inicio da Douro Bike Race 2011 e fiquei fã do local por causa do bolo de bolacha!) e logo após o estômago composto seguimos até à Casa da Juventude.
De fora já se via que os percursos estavam a ser apresentados a quem estava presente. Entramos e ainda conseguimos ouvir algumas dicas que estavam a ser dadas pelo João Marinho!

Tralha arrumada na camarata, material seleccionado na mochila e foi tempo de trocar as pastilhas de travão gastas pelas novas. As horas já iam passando com alguma velocidade e desejava-se que fosse mais cedo…
Deitados nos beliches da Camarata nº 1, temos um novo problema, este caricato!
Uma das lâmpadas de tecto existentes, não gostava de estar apagada e insistia em ser psicadélica! Incrível, se ligada funcionava bem, se desligava tornava-se psicadélica!
Algumas tentativas por parte do Bruno para conseguir aceder à mesma e tirá-la do encaixe, mas todas elas foram em vão, até que eu me lembro que o quadro eléctrico estava mesmo atrás da porta de entrada!
Passava já da meia-noite e o despertar seria às 5h00!

5h00, levantar, preparar, tomar o pequeno-almoço e a aventura iria começar!

Tanto doidinho pronto a ouvir as últimas indicações do Marinho e logo após estas… Aboboreira, ainda de noite!
Subir, subir, subir… Ao km 14 paro cerca de 15min para esperar pelo Bruno, já tinha aqui haviam 1.000mt de desnível vertical acumulado, para quem não sabia (leia-se ‘tinha noção’) o que iria encontrar, o início da aventura fez questão de esclarecer!
Percebo novamente que está mesmo frio, a indicação dada pelo Edge 800 que a temperatura ainda era negativa não era descabida, ele tinha a sua razão e eu estava já a congelar!

Chegado o Bruno, seguimos viagem!

O sol já se mostrava, mas lá em cima na Aboboreira o vento estava bem presente e parecia arrefecido em câmaras frigoríficas.
Ali já eu tinha percebido que não era preciso chegar à 1ª separação para saber que teríamos de optar pelo percurso menos complicado, eu já tinha percebido que infelizmente o Bruno não tinha a preparação necessária para mais do que os menos de 100km do percurso mais curto!

Foram-se acumulando mais quilómetros, mais desnível vertical, foram-se vendo novas fantásticas paisagens e após algumas paragens, na maior parte dos casos para aguardar pelo meu parceiro, fui aproveitando para tirar umas fotografias e desfrutar os vários momentos que a situação permitia viver, quer pelo percurso em si, quer pela presença de todos aqueles que pedalaram, muito ou pouco, perto de mim!

A chegada ao cimo do parque eólico do Marão mereceu uma boa paragem para o registo de várias fotografias, estava imenso frio e vento mas ali a paragem era obrigatória!

Já com cerca de 50km feitos e com muitas paragens pelo meio, chegamos à aldeia de Ferraria. Foi aqui que hidratei com uma Super Bock e aproveitei para almoçar (que rica salada italiana que uma cadeia de supermercados, vende!)
A paragem para o almoço foi longa e os músculos pensaram em relaxar, mas a subida até à Sra. da Serra tratou de os acordar novamente… subida, mas que subida!!!

Aqui fiquei completamente sozinho…
Todos aqueles que comigo pedalaram grande parte do percurso até então, tinham abrandado um pouco!
O Bruno já me tinha mandado ir embora e percebi que estava na hora de tirar fotos, comer, beber e seguir “alone”, já não havia forma de seguir para os 133km, mas podia aproveitar os últimos 32 do dia!

O Edge 800 lembrou-me que a bateria tem limites e não havia muito mais tempo de autonomia!

Aqui tive problemas para que o Edge 800 assumisse a navegação para o percurso mais curto. Agora a frio, penso que me assustei um pouco por estar sozinho, sem ver qualquer tipo de civilização, com a possibilidade de ficar sem GPS e por momentos não consegui perceber como seguia o Track de forma correcta e já só ouvia o alarme de “fora de rumo”.
Um gole da bebida com electrólitos, respirar fundo e carregar nas teclas virtuais certas do ecrã e finalmente vejo que é só meter as mudanças todas, rabo fora do selim e gás a fundo que a bateria estava a acabar!

Com mais calma começo a reconhecer aquela descida bem preenchida com pedra solta e miúda, ali subi na 2ª etapa da Douro Bike Race! Se antes a fiz devagar, desta vez ia no sentido mais correcto, ia a descer, era mais fácil!
A velocidade era alta e o único receio era trilhar um pneu, felizmente não aconteceu!
Já não me preocupava em me perder por falhar a bateria do Edge, apenas não queria deixar de registar todo o percurso!

Com 97km e 3500mt de desnível vertical realizados, finalmente sentado no muro ao lado onde o carro estava estacionado, restava-me esperar pelo Bruno que vinha por estrada, estafado!

Banho tomado e com um dia muito bem passado, foi hora de voltar à realidade, hora de acordar!

Cheguei a casa, satisfeito mas… ougado! Smile

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Domínio Online

Os endereços blogspot costumam ser difíceis de decorar ou até chatos de os escrever, por isso facilitei o acesso ao meu blogue / site, criando um domínio que seja fácil de decorar e mais curto de teclar: www.cesarbernardo.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Rescaldo - 6ª Maratona BTT “Rota dos Besouros”, Sepins, 15 de Janeiro

O último fim de semana foi fértil em movimentações!

O sábado, este sem direito a manhã de trabalho, foi preenchido de manhã com um treino com séries em estrada com uma duração de 2h10, depois passou por uma viagem à tarde até Santa Maria da Feira, onde à noite na companhia da Cristina assisti no Europarque à peça de teatro ‘Toda a Gente Sabe que Toda a Gente Sabe’ (espectáculo cómico de Pedro Costa, da Produtora Statement, com Teresa Guilherme, principal protagonista, Lurdes Norberto, Heitor Lourenço, Sofia de Portugal e Rodrigo Saraiva).

Acabada a peça de teatro, rumou-se até à “Terra do Leitão”, Mealhada, onde pernoitei na Quinta dos 3 Pinheiros (recomenda-se)!

Foi durante a viagem e depois durante a noite que tive o primeiro aviso para a Maratona de Sepins, a chuva, que caía com bastante intensidade e iria deixar os trilhos completamente enlameados.

A manhã de domingo estava cinzenta e bastante húmida, não chovia mas era uma questão de esperar uns minutos…

Com o pequeno almoço despachado e tudo arrumado, seguiu-se da Mealhada para Sepins, viagem curtinha, onde a lama já se via, mesmo com os trilhos ainda sem se verem!

O terreno ali não fica molhado, fica ensopado!

Arrumados os procedimentos habituais, levantamento do kit de participante e preparar toda a logística para enfrentar o percurso, bastou então esperar pelas tardias 9h35m para arrancar rumo à lama, muita lama!

Foram 68km de percurso, sem grande acumulado vertical, cerca de 850mt, mas onde a lama dificultou e de que maneira o rolar da bike!

A Maratona para mim foi um pouco de castigo!

Em primeiro lugar estou com 1 mês de treino, onde o objectivo passa por voltar a colocar o corpo num ritmo mais activo depois do normal “fim de época”.
Em segundo lugar e como consequência do ponto anterior, perdi neste pouco tempo quase 4kg de peso, o que num percurso muito plano me castigou imenso, ou seja, estou leve a mais para rolar, o que também já nem é a minha especialidade!
Em terceiro lugar, o treino de véspera, com séries, que me deixou obviamente cansado!

Objectivamente Sepins não era local para resultados, mas sim local para perceber o estado do físico!

Arranquei a fundo, mas rapidamente percebi que o meu fundo está fraco e por essa razão aos 20km baixei um pouco o ritmo. Se no 1º reforço alimentar apenas peguei numa garrafa de água, essencialmente para lavar o Edge 800 e ver os dados que nele constavam, no 2º reforço alimentar já parei, onde bebi, comi e voltei a lavar o Edge, novamente uma perda de tempo, esta lavagem!

Em resumo, os primeiros 20km foram no (actual fraco) “RedLine” e os últimos 48km foram menos intensos e tentar não ficar muito para trás!

Acabado de completar o percurso, cortei a linha de meta bem carregado de lama e logo após tive de ficar muito tempo na fila para a lavagem de bikes. Durante esta espera fui brindado com uma saraivada que me arrefeceu bastante, contudo aproveitei-a para falar um pouco com um amigo tripeiro, que já não via há algum tempo!
Seguiu-se um banho às “pinguinhas” de água fria, em contraste com aquilo que precisava, num balneário completamente inundado de lama e sem as mínimas condições de conforto e higiene!

Após tantas “avarias”, foi finalmente hora de devorar o famoso ‘Leitão à Bairrada’, onde só faltou um pouco de arroz (não sou adepto de batatas, então fritas…) e uma sobremesa mais saborosa.

No geral, foi um fim de semana muito agradável, onde tive a companhia da minha cara metade, a Cristina, onde o pior foi a lama do percurso, os banhos / balneários do evento, os pórticos / portagens nas AE e a gasolina, que continua a subir de forma gritante, gasta em cerca de 400km de carro!

Quanto a Sepins, contava com lama se chovesse, assim como com a ausência de subidas, mas não contava com as condições dos balneários e por isso, é a riscar do mapa!

Todas as fotografias, aqui neste link!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ano Velho / Novo Ano e vem aí a 1ª Maratona da “Época”!

Após 1 mês de ausência de actualizações no blogue, cá estou de volta!

O ano de 2011 já acabou há 9 dias, nele ficaram os registos de 12 meses com muitas pedaladas.
Nada de exagero de pedaladas, apenas muitas, mas poucas para aquilo que poderia ter sido possível com mais tempo e com mais vontade!

2011 fica marcado por alguns registos interessantes, de onde destaco a participação na Douro Bike Race, uma verdadeira prova de BTT! Foram 3 dias em cheio, 3 dias épicos!
Neste ano realizei 5.776 km em bicicleta, desde BTT (1.843 km), estrada (3.649 km) ou simples deslocações para o trabalho (284 km).
Também em 2011 fechei um ciclo de 2 anos como presidente do Pedaladas Clube de Cicloturismo, clube que conto manter a usar a camisola por todos os eventos que espero completar em 2012, independentemente do futuro tipo de sócio que serei a breve prazo.

Entretanto o ano 2012 já está a decorrer e para ele tenho 2 principais objectivos:

  • Caminho Francês de Santiago;
  • Douro Bike Race 2012.

O Caminho Francês de Santiago é objectivo desde 2007, quando completei o Caminho Português!
Quando fiz o Caminho Português de Santiago, com um grupo de amigos, ao chegar à Catedral de Santiago de Compostela, depois de tudo o que tinha passado em 3 dias e meio, questionei-me como seria realizar tão mítico Caminho. Contudo, organizar o Caminho Francês é mais complicado, a extensão é muito diferente, o local de partida é bem distinto, …, mas este ano está tudo encaminhado para que tal aconteça!

A Douro Bike Race, tal como no ano passado, vai ocorrer em Setembro, com a diferença que este ano são 4 os dias de competição.
Mais uma vez não vou para ganhar nada, a não ser uma experiência interessante, este ano mais apetecível por esta estar no calendário de provas da UCI e por esse facto “arrastar” nomes de grande valia mundial.

Para já estou na fase inicial de preparo para o ano, estou a treinar, de forma acompanhada, desde o dia 13 de Dezembro e tenho no próximo domingo a primeira maratona da “nova época”.

15-de-Janeiro-6ª-Rota-dos-Besouros-em-BTT Esta Maratona realiza-se em Sepins, Cantanhede, e é famosa pelo seu almoço ser ‘Leitão à Bairrada’, muito bem servido!
Não vou participar com o ritmo no “RedLine” porque o momento actual de treino ainda não me permite, ainda para mais que de véspera tenho um treino de deixar as “pernas às costas”.
Mas vou tentar divertir-me e trazer para casa a lembrança de um dia (fim de semana) bem passado, tanto que desta vez almoço com a companhia da minha cara metade, o que em eventos de BTT já não tenho memória de quando foi a última vez! :)

Conto escrever / publicar sobre a Maratona “Rota dos Besouros”, na terça-feira dia 17 de Janeiro!