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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

I Maratona BTT “Na Rota do Barro Preto”- Molelos

cartaz_molelosDepois de no domingo passado me ter deslocado até Pinhel e ter participado na V Maratona BTT Cidade de Pinhel  com as cores da equipa Team Pacto, no próximo domingo a viagem será até Molelos, onde representando  o Pedaladas C. C. de Moimenta da Beira irei participar na I Maratona BTT “Na Rota do Barro Preto”.

Apesar desta “Na Rota do Barro Preto” ir já  na 5ª edição, este ano é a primeira vez que existe um percurso a meu gosto, ou seja, é a primeira vez que o  Grupo  de Cicloturismo "Sempre a  30" decide incorporar uma Maratona num evento que era até então reservado aos Meia-Maratonistas!

Depois de uma prestação superior ao que estava a contar no fim de semana passado, vou até Molelos com o mesmo espírito com que fui à Maratona de Pinhel, pretendo continuar a ganhar ritmo de BTT, a recuperar um pouco de destreza técnica e obviamente a apurar o que vou conseguindo tirar do esforço em cima da bicicleta.

Resta esperar pelo domingo e dar ao pedal!

O resumo deste evento será aqui deixado, provavelmente,  na próxima segunda feira.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

V Maratona BTT Cidade de Pinhel

Com 2 semanas marcadas por uma gastroenterite, na primeira, e pela quase inexistência de treinos, na segunda, fui a Pinhel com o principal objectivo de entrar no ritmo do BTT (entrar no ritmo de BTT é, na minha forma de ver, o inconstante ritmo que esta modalidade obriga, com picos de esforço a aparecerem regularmente, ao contrário do ciclismo de estrada onde os andamentos são sempre mais constantes, já não falando no tipo de piso, que em BTT é quase sempre irregular e muitas vezes de difícil progressão).

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Como os primeiros 2,5 km realizados em estrada, mantive-me com facilidade no grupo da frente mas com a entrada nos trilhos e com uma descida com alguma pedra, despedi-me  dos mais apurados tecnicamente (a ausência de BTT nos últimos tempos leva a perder alguma destreza técnica, naturalmente!).
Logo ali ficou feita, de certa forma, a minha localização dentro do grupo que participava neste evento, seriam apenas realizadas algumas ligeiras alterações de classificação, onde vim a passar alguns elementos, que me tinham dado algum avanço inicial, já depois de maior parte do percurso ter sido completado.

Iniciei esta Maratona com o track do percurso com um andamento que tinha como referência, configurei-o para tentar fazer uma média de 18 km/h, era este o andamento que previra dadas as condições atuais e os objetivos que pretendia.
Perto dos 16 km, e tendo conhecimento do percurso pela análise feita sobretudo ao gráfico de altimetria, decidi forçar um pouco mais o ritmo, já que as sensações eram muito agradáveis e o patamar de esforço se mantinha confortável. Foi desta forma que vim a passar alguns elementos que se tinham destacado inicialmente e tendo sentido no final da Maratona que o ritmo podia ter sido forçado ainda mais um pouco… e mais cedo!

Em resumo, fica o destaque para uma Maratona muito bem marcada, com passagem por lugares bonitos e com trilhos para todos os gostos.
Para a minha condição física e características, não era o percurso adequado, o sobe e desce era constante e eu prefiro as subidas mais longas!
Como negativo, destaco sobretudo a falta de água na meta, ainda para mais num dia muito quente!
Na Maratona existia um só abastecimento de sólidos que não me pareceu muito rico, mas penso que suficiente… penso!
Estranho também o facto de uma das ofertas no kit de participante ter sido um isqueiro!
Banhos e almoço, excelente nível!

Resumo da maratona em alguns números:
  • Distância: 61,95 Km
  • Desnível vertical: 1.089 m
  • Velocidade média: 21,7 Km/h
  • Temperatura mínima: 19ºC
  • Temperatura máxima: 30ºC
  • Cadência média de pedalada: 87 ppm

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Maratona BTT Cidade de Pinhel 2013

BTT_PINHEL_2013Já lá vão 10 dias desde que completei a minha travessia deste ano e desde então já combati (ainda estou em fase de recuperação) uma gastroenterite, que me levou o resto das minhas reservas! É que ter ‘a pele muito encostada ao osso’ também tem um preço… e é alto!

Apesar de ainda me encontrar em fase de recuperação e sem sair à rua desde a travessia, realizei hoje a minha inscrição para participar no próximo domingo na Maratona BTT Cidade de Pinhel 2013, onde conto sobretudo divertir-me por trilhos que já pude visitar, numa edição anterior desta Maratona.

Vou representar a equipa Team Pacto, no escalão Veteranos (até parece que estou a ficar velho… eheheh!) e no percurso Maratona (as pernas pedem a Meia-Maratona, mas o que elas pedem…).
O objectivo é pedalar sem pressão, ‘rolar pernas’ e entrar de novo no ritmo do BTT, já que as classificações não são aquilo que me preocupam (claro que as cores do equipamento me “obrigam” a não ser o último, mas daí para cima, qualquer que seja o ‘posto’, já serve! lol)!

Esta semana vou tentar fazer uns treinos em rolos e sair para uma voltinha na rua no sábado à tarde, visto que a noite já chega muito cedo e para quem trabalha de segunda a sexta todo dia e ao sábado de manhã, os rolos são a opção, penosa diga-se, que se consegue arranjar!

Conto estar de volta ao blogue na próxima semana, com o resumo da Maratona BTT Cidade de Pinhel 2013!

sábado, 7 de setembro de 2013

A Aventura a Santiago de Compostela, Ir… e Voltar!

Pela segunda vez, realizei o Caminho Português de Santiago!

A primeira foi há já 6 anos atrás, quando num fórum de BTT se criou um grupo para realizar tal aventura!

Desta vez apenas fomos 2, apenas e tão só 2 amigos!

Já tínhamos pensado noutra travessia, mais longa, mas esta para 'começar' pareceu bastante adequada!

Iniciámos o nosso Camiño em Lavadores - Vila Nova de Gaia, passámos pela Sé Catedral do Porto e daí seguimos as Setas Amarelas que guiam os peregrinos até à Catedral do Apóstolo Santiago Maior, tendo nós concluído este primeiro troço em Ponte de Lima.

Nesta primeira etapa foram completados 96,8 km com 1208 m D+, percurso este que inclui muito empedrado, o que em bicicletas HT se chega a tornar um pouco desconfortável!
Tal como já mencionado, ficamos em Ponte de Lima, instalámo-nos na Pousada da Juventude e pudemos passar a tarde a descansar e a desfrutar de uma cidade muito simpática, bonita e acolhedora!

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Segundo dia, segunda etapa!

Tal como se esperava, a etapa mais complicada, quer em termos técnicos como físicos, começou bem cedo de forma a podermos enfrentar a famosa subida da Labruja pela fresca, neste dia foram completados 103,6 km com 1782 m D+.
Nesta etapa, que se tinha previsto concluir na cidade de Pontevedra, teve de ser prolongada até Barro (Albergue da Portela) onde pernoitamos, dado que no Albergue de Pontevedra não havia mais vagas, estava repleto de peregrinos! A informação sobre a lotação esgotada em Pontevedra foi-me dada, na subida após Arcade, por um peregrino a pé que tinha iniciado a sua aventura em França rumo a Santiago e que entretanto seguia de Santiago para Fátima... valente!
O Albergue da Portela é pequeno, isolado e muito acolhedor, aqui é possível jantar com outros peregrinos, já que o responsável do Albergue acaba por ser cozinheiro e ainda de regalo faz uma Queimada depois do jantar.
Em nota de destaque, o facto de esta ter sido a única noite em que ficámos em albergues, é que o fluxo de peregrinos tem estado a tope!
Esta foi a etapa mais bonita de todas, passou-se por vários locais dignos de registo!

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Terceiro dia, terceira etapa da Aventura!

Faltavam 55,4 km com 774 m D+ para concluirmos a primeira parte da nossa viagem e desta forma, ao final da manhã de quarta-feira chegámos à Praça da Catedral de Santiago de Compostela.
Sensação de objectivo cumprido!

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Terceiro dia..., quarta etapa!

Após o almoço em Compostela, decidimos arrancar para a segunda parte da Aventura, ou seja, como tínhamos de regressar de bike, nada melhor como adiantar caminho!
Arrancámos com objetivo de chegar até Arcade, onde tentaríamos pernoitar num dos albergues privados, mas uma avaria no desviador dianteiro da bike do meu parceiro levou-nos a ficar por Caldas de Reis, o que acabou por se traduzir em apenas 37 km com 320 m D+ completados.
A dormida foi num quarto alugado, já que tal como já disse anteriormente, as vagas em albergues escasseavam por todo o lado!
No total, neste terceiro dia realizámos 92,4 km com 1094 m D+.

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Quarto dia, quinta etapa; um dia bem molhado!

Arrancámos de Caldas de Reis sob a ameaça de chuva e com a temperatura bem mais baixa do que aquilo que tinha sido até então, onde o calor por vezes se tornou quase insuportável!
O nosso destino era inicialmente Ponte de Lima, onde pensávamos passar a noite, mas a realização das Feiras Novas na cidade, deixaram-nos sem opção de dormida, o que nos obrigou a alterar o percurso e o destino final, que passou então a ser Caminha.
Com passagem pela cidade de  Vigo, onde chovia copiosamente, Baiona e A Guarda, fizemos toda a viagem junto à Costa galega. Chegados à margem espanhola do Rio Minho, apanhámos o Ferry que nos transportaria até Caminha, onde, depois de 117,3 km com 1069 m D+, numa pensão local nos acomodámos!

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Quinto dia, sexta e última etapa!

Com o sol novamente a brilhar, arrancámos de Caminha para a derradeira etapa da Aventura, restavam tão só 113,8 km com 715 m D+ para concluir esta semana carregada de pedalada.
Se houve momentos ‘de marca’, este dia teve um, logo ao fim de poucos quilómetros, quando na passagem por Vila Praia de Âncora, volto a encontrar o peregrino que vinha desde França a pé, sim, o mesmo... incrível!
Com passagem por V. P. Âncora, Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim (onde em alcatrão furei o pneu traseiro, mas com o liquido selante a resolver o assunto, tal como sua obrigação!) e Porto, entre outras localidades, chegámos ao ponto de onde tínhamos saído 4 dias antes, na Praia de Lavadores – Vila Nova de Gaia!

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Foram no total 523,8 km com 5868 m D+, em 5 dias repletos de acontecimentos e momentos que ficam registados para sempre!
Um abraço especial ao meu grande amigo Carloni (Carlos Ferreira), que comigo partilhou esta marcante aventura e daqui deixar-lhe uma sincera palavra de parabéns e apreço pelo patamar que atingiu, visto que num passado não muito distante era alguém em que a atividade física em desporto era... jogar consola! ;)

Para mim, foi reviver uma aventura que em 2007 me marcou e que me levou a ver o BTT de forma diferente!

Foi bom, gostei e já tenho saudades!

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