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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Maratona BTT da Beselga, Penedono – O azar apresentou-se!

São várias as vezes em que já me desloquei até à Beselga, Penedono, para participar em eventos de BTT organizados pela Associação Humanitária Cultural e Recreativa Beselguense e de lá sempre vim satisfeito até… ontem!

Não, não tenho razões de queixa da mencionada associação, mas tive ontem pela primeira vez uma avaria que nunca tinha tido em todos os (muitos) anos que levo de ciclismo, tanto em estrada como em todo-o-terreno, a corrente de transmissão partiu!

Arranquei para completar o percurso maior (maratona) com o objectivo de andar com o ritmo que pudesse (muito ou pouco, não interessa que não luto por grandes desempenhos…), mas arrancar e depois de 1470 metros completados ficar sem tração e verificar que a corrente acabou de rebentar é no mínimo frustrante!
Toda a vontade que se “carrega” num evento destes morre ali, foi muito precoce o azar, é o suficiente para pensar e soletrar algo desagradável!

Contudo fica o registo de algumas reações de uns tantos participantes deste evento ( fica em parênteses a minha ligação com os participantes que interagiram comigo):

  • “Eh pá, que azar!” (não conhecia a pessoa), concordei!
  • “Então?!” (parceiro de clube), respondi com um ‘acontece’!
  • “Precisas de ajuda?” (não conhecia grande parte das pessoas que me colocaram esta questão), agradeci mas recusei a ajuda.
  • Parou uma moça e disse “Tenho aqui descravador e elos” (não conhecia a pessoa), agradeci mas recusei a ajuda.
  • “Andas a debitar watts a mais!”, o Pedro de Viseu é um tal malandro! :)
  • Param 2 colegas de clube para me ajudar, mas mandei-os seguir…
  • “É o que acontece quando se vai ao barato!” (não conhecia a pessoa), fiquei sem resposta para lhe dar! LOL

Interessante esta última, mas não foi a única que me surpreendeu!

Desloquei-me até à zona de partida/meta e a vontade era seguir viagem para casa, mas a chave da carrinha do clube tinha ido no bolso de um colega e estava condenado a ali ficar até essa mesma pessoa chegar, sem saco da roupa, sem telefone com acesso a internet, sem carteira, sem poder guardar a bicicleta, … Decidi então pegar na corrente e remediá-la o melhor possível para pelo menos ir dar uma voltinha de pedal.
Após uma luta interessante com os elos torcidos que insistiam em não sair fora da restante corrente e depois de colocar o elo rápido, fui, já depois das 10h, aproveitar o percurso mais pequeno do evento, foram 18km em que de certa forma acabei por me divertir e aproveitar o silencio e solidão que existiam nos trilhos àquela hora!

Depois, finalmente o banho e um bom almoço antes de regressar a casa, com o lamento do infortúnio de um dia de Verão em pleno Novembro!

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