quarta-feira, 9 de maio de 2018

Portugal Tour MTB 2018 - O (meu) Resumo

Esta era uma daquelas provas que tinha desde há uns anos como alvo.

Em 2015 tive a possibilidade de participar nela a convite de uma loja de bicicletas, mas penso que foi bom não me ter sido possível aceitar tal amabilidade. Não pela prova, mas pelo risco que teria sido fazer dupla com alguém que nem tão pouco conhecia, num desafio de 6 dias e de exigência tão elevada!

Para a edição de 2018 decidi arriscar e com o meu amigo Jorge Castela colocar este desafio no meu (nosso) calendário e em boa hora o fiz!

A prova foi preparada de acordo com a disponibilidade que a vida familiar e profissional permite, pelo que a média de 11 horas de bicicleta por semana nos últimos meses, tiveram de ser muito bem estruturadas para que me fosse possível ultrapassar este evento com algum à-vontade.

Por aqui, tenho de agradecer imenso ao meu amigo Tiago Aragão por todo o seu conhecimento, capacidade e frieza para cuidar do meu TrainingPeaks (por onde treino) e depois por me conseguir fazer acreditar que apesar de não haver o tempo idealmente perfeito, seria possível passar pelo Portugal Tour MTB 2018 com capacidade física suficiente!

Em boa hora também decidi trocar a Specialized Stumpjumper HT pela Trek Top Fuel 9.8, que me deu o conforto e segurança necessários, para ultrapassar trilhos tão exigentes sem grande desgaste no esqueleto, abençoada Suspensão Total!
Por aqui, um agradecimento enorme à Bikebox em Vila Real, por tudo!

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Dia 1 de Maio, primeiro dia dos 6 que seriam necessários para completar com sucesso este PTMTB2018.
Prólogo na cidade de Viseu, realizado num percurso em trilhos junto a um conhecido shopping.
Foram 6 km com 110 m D+ bem explosivos que nos fizeram entrar no espírito da prova.
Acompanhado pela família, foi bom começar assim o PTMTN2018!
Neste dia ficámos alojados no Hotel Onix.

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Dia 2 de Maio, Etapa 1 no segundo dia do PTMTB2018.
Etapa que ligou Viseu a Castro Daire.
Foram 78,7 km com 1.951 m D+, onde tivemos um cheirinho daquilo que seriam os restantes dias... duros!
A meio da tarde estávamos já alojados no Palace Hotel Asturias nas Termas do Carvalhal.

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Dia 3 de Maio, Etapa 2 no terceiro dia do PTMTB2018.
Etapa que nos levaria de Castro Daire até São Pedro do Sul.
86,4 km com 2.501 m D+, por excelentes trilhos, onde o destaque maior esteve na passagem pela dura e penosa Gralheira.
Foi neste dia que chegamos ao Hotel Monte Rio nas Termas de São Pedro do Sul, que nos acolheria até ao final do evento.

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Dia 4 de Maio, Etapa 3 no quarto dia do PTMTB2018
Etapa Rainha!
Saída de São Pedro do Sul com chegada a São Pedro do Sul e com passagem pela mítica aldeia de Drave.
Com 97,6 km e 3.405 m D+ foi a mais dura etapa que tivemos nestes 6 dias de puro BTT.
Podia falar imenso desta etapa, mas em resumo digo que sem Drave seria perfeita. Porquê?! Porque eu gosto de pedalar e não de caminhar!
Contudo, fica a nota positiva que assim conheci Drave, mas a Drave eu nunca mais quero voltar!

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Dia 5 de Maio, Etapa 4 no quinto dia do PTMTB2018.
Após 2 dias tão exigentes, esta etapa foi uma forma de aliviar o corpo em horas de pedal, mas não foi um dia de baixa intensidade!
Tivemos 3 voltas para dar num percurso de 8 km, todo ele por trilhos muito exigentes em Vouzela.
Neste dia não tivemos o aquecimento a pedal até à linha de meta (decidimos ir de carro do hotel para Vouzela) e este foi um erro infantil. Teria sido excelente ter libertado as pernas nessa ligação de cerca de 4.5 km...
Arrancamos assim a frio para um etapa chamada de Etapa XCO, ou seja, feita quase em ritmo top de inicio ao fim.
Escusado será dizer que sofri imenso na primeira volta, que me senti melhor na segunda volta e que já andei muito bem na terceira, pena que não havia uma quarta volta... :)
Foi neste dia que matei (juntamente com o Jorge Castela e a Celina Carpinteiro) as saudades de um abatanado acompanhado por um bolinho... e meio! Já andávamos os 3 a suspirar pelo rico do abatanado há uns dias e este soube mesmo bem!

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Dia 6 de Maio, Etapa 5 no sexto e último dia do PTMTB2018.
Se por um lado já se desejava este último dia, por outro lado a vontade do PTMTB2018 acabar era algo triste, é que apesar da dureza, da ausência de casa e da família, do cansaço e desgaste acumulado, das refeições um pouco pobres num hotel de 4 estrelas (não haver mais do que uma opção de prato e uma curta escolha de sobremesas), andaram-se meses a contar os dias para o evento e ele já ia acabar...
A Etapa em si foi... violenta!
Foi o dia mais duro tecnicamente e após 5 dias de puro BTT, deve-se dizer que se agradecia algo menos técnico ou a manter esta vertente técnica, poderia ter havido um certo cuidado em encurtar a distância e o próprio acumulado vertical. Foram exatamente 70 km com 1.937 m D+.
A agravar a dificuldade da etapa, o calor fez-se sentir de forma intensa e tive até de fazer os últimos km do dia já de bidon vazio.

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Cortada a meta, depois de um abraço sentido de amizade e companheirismo ao Jorge Castela e o sentimento de dever cumprido, foi com enorme prazer que pudemos mostrar ao mundo que éramos Finishers do evento do ano, Finishers de um dos eventos mais difíceis e duros que até hoje fiz!

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Após já ter agradecido ao meu amigo e treinador Tiago Aragão e à Bikebox em Vila Real, resta-me acrescentar à lista de agradecimentos o Jorge Castela por tudo e sobretudo por conseguirmos ser uma dupla ranhosa e resmungona, que nos conseguimos mandar #oder mutuamente, mas que passado alguns segundos já tudo esteja como sempre; à Freguesia de Leomil, principalmente ao seu presidente José Luís Rosário, pelo apoio dado; à loja online Suplementos24.com pelo apoio que me vai dando ao longo de todos os longos meses que levamos em conjunto; à Cristina, à Inês e à Renata por me aturarem e darem a força necessária para ir cumprindo os meus sonhos em cima da bicicleta!

Agradeço também a todos aqueles com quem vou privando nesta e noutras provas do género, que é também por eles que a vontade de continuar se mantém!

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