sexta-feira, 11 de maio de 2018

Portugal Tour MTB 2018 (PTMTB2018) – Análise Final

D1Sendo uma prova de renome, com presença dos melhores atletas do mundo desta modalidade, é sem dúvida daqueles eventos que quase todos os amantes do BTT pretendem participar.

Eu, cada vez mais fã das provas por etapas, senti-me na “minha praia” (expressão bem vulgar mas que encaixa perfeitamente naquilo que pretendo exprimir!) ao participar no PTMTB2018.

Mas será que fiquei mesmo satisfeito com tudo?

Não, é certo que é impossível ficar-se 100% satisfeito num evento de 6 dias, existe muita margem para errar e não podemos ser exigentes ao ponto de dizer que há processos infalíveis, mas houve situações que podiam ter sido melhorados por parte da organização.

Vamos por partes!

Estadia

Fiquei instalado em 3 diferentes hoteis.

Primeira noite, Hotel Onix em Viseu!
Hotel simpático e humilde, suficiente para uma boa noite de descanso.
Neste primeiro dia não estava contemplado o jantar, pelo que após ponderar jantar num restaurante em Viseu ou optar pelo serviço buffet do próprio hotel, a opção foi o buffet.
Por 12,50€ conseguiu-se ter um bom jantar, tendo o mesmo justificado o valor, nada de excelente, mas sempre havia alguma escolha… (já perceberão o termo “alguma escolha”)
Pequeno almoço, apesar de não dispor de tudo o que gostamos para preparar um dia duro de pedalada, serviu perfeitamente.

Segunda noite, Palace Hotel Asturias, Termas do Carvalhal!
Hotel com excelentes condições, perfeito para o necessário.
A partir deste dia o jantar estava incluído no pacote total da inscrição escolhida e daqui saiu a primeira desilusão!
Com algumas entradas e sopa agradáveis, o jantar teria apenas um prato principal de escolha (escolha, que escolha?! Não era escolha, era único!!!) e ainda por cima, lombo assado!
Sobremesas, alguma fruta e pudim flan, só!

Terça a quinta noite, Palace Hotel & SPA Monte Rio, Termas de São Pedro do Sul!
Boas instalações, que não sendo do melhor que se pode encontrar num 4 estrelas, o quarto era espaçoso, confortável e dispunha de um terraço bem simpático.
Com pequenos almoços preparados na pressa da hora de abertura dos mesmos, eram suficientes e fartos.
Quanto ao jantar, o mesmo problema do hotel anterior, ou seja, um só prato principal e sobremesas muito pobres.

Percursos

Sabia de antemão que o Portugal Tour MTB é um evento onde as etapas são exigentes e como tal estava de certa forma preparado (tanto física como psicologicamente) para o que iria encontrar, contudo há 2 reparos a fazer.

  1. Etapa de Drave – mítica aldeia e passagem também mítica deste evento, acho que o mesmo ganharia se refizessem esta Etapa Rainha e a deixassem longe de locais não cicláveis e de certa forma perigosos (aquela chegada assusta um pouco quando se olha para o lado!).
  2. Última Etapa – julgo que após 5 exigentes dias, tanta dureza numa etapa tão técnica e longa era de evitar.
    É certo que os grandes nomes do XCM estão ali a competir, mas também é certo que a grande maioria de todos os atletas teria apreciado bem mais acabar este evento com algo menos violento!

Marcações

Consegui ouvir alguém a queixar-se das marcações e não sei como…
Marcações irrepreensíveis na minha opinião.
Apesar de em alguns locais se perceber que tinha havido alguma mão marota a retirar fitas, as marcações estiveram de acordo com as necessidades.

Reforços alimentares

Outra pecha na minha opinião.
Talvez por estar mal habituado de outros eventos, mas vamos aos factos!
Percebi logo na primeira etapa que era algo que para mim pecava por defeito (a falha não foi só na primeira etapa, foi pratica comum). Numa etapa com quase 80 km e pouco menos de 2.000 m D+, 3 reforços, mas 2 deles de água, isotónico e cola e apenas 1 de sólidos. Mas quando falo em sólidos, falo em marmelada, bolachas de água e sal, bananas, laranjas, muitas metades de barras de proteína (!!!), poucas metades de barras energéticas (e estas não as vi em todas as etapas) gomas e julgo que uns quadradinhos de bôla de carne / enchidos (também não vi em todas as etapas).
Ouvi quem dissesse que eram bons reforços, mas, sinceramente, para mim eram muito limitados.
E então aquele despachar / despejar de barras de proteína…

Na chegada das etapas tivemos refeições frias (massas / arroz / grão de bico), laranjas, bananas, gelatina, água e recuperador.

Horários

As etapas tinham o horário de saída às 9h, exceto o prólogo com início às 16h e a curta Etapa XCO às 10h.
Se houvesse quem defendesse sair mais cedo ou mais tarde, penso que por aqui tudo acabou por ser tudo natural / normal.

Veredicto Final

Prova que acaba por corresponder ao esperado e que enquanto se participa se pensa que “faz-se uma vez e chega!”, penso que pela dureza que tem, mas que depois de realizada se pretende… voltar!
Espero assim regressar e realizar novamente o Portugal Tour MTB!

Nota Informativa

Foi neste Portugal Tour MTB que estreei as cores do meu novo clube, o Bandarra’s Clube Ciclismo Trancoso, independentemente de continuar a realizar provas a representar equipa(s) com quem tenho acordos de parceria!

César Bernardo

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