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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

GR 22 - Rota das Aldeias Históricas - Dia Seis

Dia Seis (16/08/2008):
Manhã bem cinzenta em Sortelha, mas não era de estranhar, tinha chovido durante a noite.
Desmontaram-se as tendas e tudo se arrumou nos alforges das bicicletas, procurou-se um café para se tomar o pequeno-almoço e arrancamos em direcção a Monsanto. Após cerca de 20km de trilhos e de chegarmos a uma localidade com um nome fora do normal, Meimão, dá-se conta que a rota traseira do Gonber está a perder ar a muito bom (mau) ritmo, encostamos e trata-se de tentar reparar o furo, mas existem complicações, em vez de furo são furos e se era só o Gonber que estava “encravado”, passa a ficar o Nelo novamente atacado por esta nova epidemia chamada “furose”. Após 2h46 em trabalhos de salvamento de câmaras-de-ar, as reparações foram tantas que se esgotaram os remendos, o que colocava em risco o normal desenrolar da etapa devido à facilidade com que surgiam os furos nos trilhos e à dificuldade em arranjar material para solucionar os mesmos e à aquisição de câmaras-de-ar novas, preferencialmente com liquido “anti-furo”. Nestas condições, eu não posso/quero continuar, não posso arriscar a ficar alguém apeado no meio da serra, para mim ou existe forma de se resolverem os problemas ou então não me “meto” neles. Decidimos abortar o resto da Rota e seguir-se por estrada até Castelo Novo, de forma a carregar tudo nos carros e cada um seguir viagem até casa, assim foi, parcialmente. Eu acabei por completar os 67 kms que separam Castelo Novo de Meimão (seguindo pela N233 em direcção a Castelo Branco e depois pela Orca, por indicação de alguém de Penamacor, como sendo o trajecto mais plano, seria?!), mas o Nelo e o Gonber optaram por fazer parte da viagem de comboio. Uma vez chegado a Castelo Novo, às 17h30, recuperei um pouco do extremo esforço a que fui sujeito devido aos longos quilómetros feitos contra o vento, falei com o Rui Gonçalves da A2Z Adventures que ao ver-me chegar se dirigiu a mim e me perguntou se precisava de alguma coisa, arrumei tudo no carro e segui viagem até casa, onde cheguei desiludido e revoltado por não ter tido as condições necessárias para completar a GR22, logo numa altura em que muito pouco faltava, principalmente na mínima dificuldade física que as 2 últimas etapas exigiam.
Na minha próxima intervenção no blogue, farei um “levantamento” dos prós e contras do realizado, nestes 6 dias de GR22.






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